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segunda-feira, 25 de julho de 2016

Capes lança portal livre com recursos educacionais!


Voltado para professores e estudantes da educação básica, superior e da pós-graduação, o portal eduCapes será lançado em setembro e contará com materiais de auxílio educacional como laboratórios remotos e virtuais, jogos educacionais, ebooks, videoaulas, animações e dissertações.

A plataforma, criada pelo Sistema Universidade Aberta do Brasil (UAB), foi idealizada a partir da expansão do acesso à internet e do uso de novas mídias pelos estudantes com o intuito de democratizar a informação e compartilhar materiais educacionais. Além dos materiais disponibilizados, o eduCapes permitirá acesso a plataformas de universidades parceiras do Sistema UAB como a Universidade Estadual Paulista (Unesp) e a Universidade Federal do ABC (UFABC).

O portal terá, ainda, informações de outras instituições, como a Sociedade Brasileira de Matemática (SBM), Representação do Governo dos EUA no Brasil, Fundação Lemman, Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), Khan Academy e o Banco Internacional de Objetos Educacionais (BIOE).

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Congresso Brasileiro de Informática na Educação

V Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE),que acontecerá no período de 24 a 27 de Outubro de 2016, em Uberlândia-MG, traz como tema Inovação e Empreendedorismo no Desenvolvimento Tecnológico e Educacional”.
O Evento abrigará o 27º Simpósio Brasileiro de Informática na Educação (SBIE) e 22º Workshop de Informática na Escola (WIE). Anualmente, o SBIE e o WIE apresentam e experiências de uso das TIC's no avanço dos processos de ensino e aprendizagem.
O Congresso acontece anualmente, em nível internacional, e busca promover e incentivar as trocas de experiências entre as comunidades científica, acadêmica, profissional, governamental e empresarial na área de Informática na Educação nacional e internacional. Assim, visa a promover discussões e propor soluções para melhorias na educação com o apoio de Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC's).



terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Três exemplos de como a Educação tem sido repensada no mundo

Na Playmaker School, nos Estados Unidos, os alunos aprendem
 por meio de jogos, simuladores, produção de mídia e
criação de projetos. Foto: Revista escola
Você se lembra da época do retroprojetor, do videocassete e das televisões em sala de aula? As tecnologias utilizadas nas escolas eram, em sua maioria, destinadas a apresentar o conteúdo aos alunos. Mas, hoje, com a internet e uma quantidade enorme de informações disponível, o desafio é garantir qualidade e eficácia a esse acesso, além de proporcionar uma experiência que respeite as necessidades de cada estudantes e o ajude a ver valor naquilo que aprende. As novas tecnologias trouxeram a professores e gestores a necessidade de repensar a Educação e de entender como elas podem ajudar a garotada a desenvolver habilidades necessárias para os desafios de seu tempo.
Felizmente, a busca pela inovação na Educação é uma tendência global que conta com um grande número de experiências bem-sucedidas. Como pode ser difícil imaginar novos modelos educacionais com base somente na teoria, compartilho abaixo três exemplos de iniciativas inspiradoras que têm gerado ótimos resultados para todos os envolvidos:
Estados Unidos: gamificação na Playmaker School
Nessa escola da Califórnia voltada para os anos finais do Ensino Fundamental, o currículo é dividido em módulos temáticos multidisciplinares e o aprendizado se dá por meio de atividades que incluem jogos, simuladores, produção de mídia e criação de projetos. O objetivo é que o aluno construa uma relação significativa (e divertida) com o conhecimento, sem deixar de atender a elevados padrões acadêmicos.
Para o monitoramento do próprio aprendizado, cada estudante recebe uma ferramenta personalizada e interativa chamada Mapa da Aventura. Trata-se de uma representação visual do caminho que ele está percorrendo ao longo do ano, sabendo onde começou, o que aprendeu até então e quais as possibilidades de trajeto. A ferramenta também permite que professores acompanhem o progresso de cada um, sugerindo módulos específicos de acordo com necessidades e déficits observados.

Para saber mais, clique aqui.
China: ensino personalizado na RDFZ Xishan School
Com o programa The Future School, a escola de Pequim, voltada para alunos de 9 a 18 anos, trocou as aulas tradicionais em forma de palestras por uma abordagem personalizada e baseada em projetos colaborativos que visam desenvolver as habilidades do século 21. Com a orientação dos professores e usando laptops, tablets e smartphones equipados com plataformas educacionais e outros aplicativos, os estudantes buscam maneiras interativas de aprender enquanto trabalham em tarefas desafiadoras. O programa dá ênfase aos estudos sobre construção da informação, mídia e tecnologia.
Hoje com 950 alunos, a RDFZ Xishan School tem se destacado em competições e exames nacionais, e é a única instituição de ensino público chinesa certificada pela Apple como uma Apple Distinguished School, espécie de de selo de qualidade dado a escolas inovadoras e de excelência. Para capacitar seus professores no ensino personalizado, ela se juntou a outras nove instituições de ensino pelo mundo para formar a Aliança Estratégica dos Educadores Globais (SAGE), uma rede internacional que promove a troca de conhecimentos e recursos educacionais.

Para saber mais, clique aqui.
Colômbia: autodidatismo no Colégio Fontán
Essa escola de Bogotá, voltada para alunos da Educação Infantil ao Ensino Médio, não possui salas de aula, séries ou aulas expositivas. O Sistema Fontán se baseia no autodidatismo e na personalização para colocar o aluno no centro do processo de aprendizagem e, assim, combater o desinteresse. Após ser avaliado pelos educadores, cada estudante recebe um plano de estudos com base em suas habilidades e interesses, adequado à maneira como aprende melhor. Ele pode começar as atividades escolares em qualquer dia do ano e levar mais ou menos tempo para concluir o programa, de acordo com seu ritmo e desenvolvimento (mas respeitando alguns limites pré-estabelecidos).
Com a orientação de professores e sempre contando com tecnologias de informação e comunicação, como plataformas digitais e aplicativos, o aluno aprende por meio de projetos. Esse processo busca capacitá-lo para fazer pesquisas e contextualizar o conhecimento com que está trabalhando, identificando sua importância e fazendo a conexão com a própria vivência.
O processo de avaliação é contínuo e, quando o conhecimento atinge o nível de excelência esperado, o aluno parte para um novo projeto. A autonomia de escolher quando, como e onde estudar (já que o material de que precisa se encontra em ambiente digital) lhe permite desenvolver responsabilidade, autoconhecimento, organização e criatividade, entre outras habilidades essenciais para o século 21.
Reconhecido pelo Ministério da Educação colombiano, o sistema já foi implementado em outras escolas públicas e privadas da Colômbia e da Espanha, e deve ser levado para outros países da América do Sul e da Europa.

Para saber mais, clique aqui.
Esses exemplos fazem parte de um universo muito maior de iniciativas brilhantes que, apesar de usarem métodos diferentes, seguem todos para a mesma direção: a valorização do ensino personalizado e de maior autonomia para os alunos e o uso de recursos tecnológicos para viabilizar isso.
Fonte e texto: Revista Escola

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Aprender e educar com as tecnologias do século XXI

Para cumprir seu objetivo e comemorar seu décimo aniversário, foi publicado o livro "Aprender y educar con las tecnologías del Siglo XXI", uma compilação de análise, ferramentas e histórias de sucesso na inclusão de novas tecnologias no processo de formação.

Os artigos do livro foram produzidos por especialistas que, com base em seus conhecimentos, oferecem reflexões sobre o papel das novas tecnologias na sala de aula e como essas ferramentas estão agora disponíveis para os professores, sugerindo um modelo horizontal onde o conhecimento professores e alunos se reúnem para gerar conhecimento.

sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

6 tendências na educação para 2016

A Revolução Digital, as novas formas de trabalho e as necessidades da geração digital estão nos forçando a reformular, a ajustar e a criar novas maneiras de ensinar e de aprender. Este movimento é só o começo de uma grande reformulação na educação em todo o mundo.

Veja 6 tendências em educação para 2016:

1 - Ensino Híbrido e Uso de Tecnologias mais avançadas
As formas offline de ensino andarão cada vez mais de mãos dadas com as novas tecnologias que surgem a todo momento. Serviços de nuvem, realidade aumentada, Internet das Coisas, aprendizado através do celular“Traga o seu próprio aparelho” (BYOD- Bring your own device), criação de blogs pelos alunos e produção de vídeo são alguns exemplos das inúmeras maneiras como a internet e as novas tecnologias permearão o cotidiano dos alunos e professores dentro e fora da escola.
O Google Expeditions Pioneer Program é um exemplo claro de como a tecnologia pode ampliar os horizontes de aprendizado nas escolas. Através do Google Cardboard, uma espécie de óculos de papelão onde se encaixa um celular, é possível baixar aplicativos que nos proporcionam experiências incríveis como uma viagem à Marte ou ao fundo do mar. Algumas escolas aqui no Brasil já começarão a utilizar este recurso este ano.
No futuro próximo a tecnologia estará totalmente embrenhada e invisível em nosso cotidiano. Por isso, a novas gerações precisarão entender melhor como funciona a lógica computacional. Iniciativas voltadas para o ensino de programação nas escolas estão crescendo em ritmo rápido com o objetivo de formar cidadãos mais independentes, com maior pensamento crítico e capazes de lidar com os desafios tecnológicos dos próximos tempos.

2 - Competências para o século 21
Que habilidades são necessárias para lidar com a vida e com o mercado de trabalho? Como enfrentar tantas transformações no mundo? Estas perguntas têm desafiado pais, professores e empregadores de todo o mundo. Um conjunto de capacidades que engloba resolução de problemas, flexibilidade, tomada de decisão, gestão das emoções, empatia, colaboração, entre outras, é fundamental para navegar no mundo de hoje e será cada vez mais indispensável no futuro.
Por isso, o tema das habilidades socioemocionais ou competências para o século 21 está ganhando um lugar especial em vários programas e políticas educacionais desde a educação infantil até a educação corporativa. Países como Estados Unidos, Canadá e Finlândia merecem destaque nesta área.

3 - Formatos de ensino mais integrados com a realidade do mundo
Ensino focado em serviços, Ensino baseado em problemasEnsino baseado em projetos são maneiras que favorecem uma maior integração entre os conteúdos ensinados em sala de aula com os problemas reais vivenciados pelas comunidades. Temas centrais são utilizados para ensinar as matérias do currículo tradicional de um jeito integrado. Estas estratégias de ensino, cada uma com a sua característica, aproximam o cotidiano da escola com o mundo atual, desenvolvem competências para o século 21, promovem um senso maior de comunidade e cidadania, criam maior consciência sustentável, além de trazerem mais sentido para a experiência de aprender.
Um exemplo bem bacana de ensino baseado em serviço é a escola Montpelier High School nos Estados Unidos. Um dos objetivos é desenvolver um projeto voltado para sustentabilidade e produção de alimentos.
  
4 – Aprendizado mais divertido
Gamificação, uso de jogos de tabuleiros e jogos digitais são abordagens mais lúdicas e que têm se mostrado muito eficientes para engajar os alunos e os professores.
Cresce também a consciência da necessidade de brincar como ferramenta poderosa de aprendizagem e de criatividade. Não só na educação infantil, mas principalmente em outras fases da vida. Empresas, universidades e escolas com grande foco em inovação têm usado abordagens mais lúdicas como recursos para geração de ideias e de novos produtos e serviços. Por exemplo, o MIT criou uma iniciativa chamada Lifelong Kindergarten ( “Jardim da Infância para toda a vida”) para facilitar a criação de tecnologias através do brincar e para estimular a criatividade das pessoas.

5 – Movimento Maker
Atividades “mão na massa” com foco na fabricação de objetos e produtos viraram moda e vieram para ficar. Conhecidos como Fab Labs- os espaços especialmente criados para estas atividades contém impressoras 3D, kits de robótica, máquinas de corte a laser entre outros materiais e estão pipocando em vários países. Escolas como a PlayMaker em Los Angeles e empresas como a Renault têm investido nestes ambientes apostando na inovação e na eficácia do ensino.

6 – Ensino Personalizado
Enxergar o aluno como um indivíduo com limites e talentos únicos não é uma visão nova mas agora ela se torna mais possível através do uso de tecnologias que personalizam o ensino de forma muito precisa e eficaz. As plataformas adaptativas de ensino, já utilizadas em várias escolas do mundo e em alguns colégios aqui no Brasil, proporcionam um feedback constante do aprendizado do estudante e serão cada vez mais difundidas e experimentadas nas escolas em 2016.

Imagem : http://br.freepik.com/

sexta-feira, 8 de janeiro de 2016

Aplicativos que ajudam o professor


Desde preparar aulas até plataforma de objetos de digitais de aprendizado. Veja a lista de dicas de aplicativos e outros recursos para professores publicados pela revista Fórum


segunda-feira, 4 de janeiro de 2016

Aplicativos ajudam professores e alunos

Desde a preparação de aulas, realização de "quiz",  até buscar conhecimentos especializados sobre anatomia são funções possíveis de realizar com aplicativos educacionais. Incentivar e planejar o bom uso de aplicativos para telefones celulares é uma importante atividade de professores do ensino superior e do ensino básico antenados com as tecnologias.
Sobre este assunto confira a matéria publicada no jornal Gazeta do Povo clicando aqui.

terça-feira, 24 de novembro de 2015

Cursos online e redes sociais serão recursos mais usados por universidades

O Panorama Tecnológico NMC 2015 para Universidades Brasileiras é uma pesquisa que tem como objetivo informar líderes do ensino superior sobre o uso de novas tecnologias em apoio ao ensino e à pesquisa acadêmica.
O estudo aponta um crescimento exponencial da integração entre o ensino tradicional e os recursos tecnológicos e prevê que, em um prazo de um ano, os cursos online, o uso de redes sociais e a publicação eletrônica de trabalhos, pesquisas e conteúdos ganharão força no mercado. 
Outras práticas, como a Bring Your Own Device, que estimula o aluno a usar seu próprio dispositivo eletrônico em classe, e a Sala de Aula Invertida, que transfere o protagonismo do professor para o aluno, serão realidade daqui há 2 ou 3 anos, segundo a pesquisa. 
Os pesquisadores fizeram um grande mapeamento online e offline, a partir do qual perceberam uma necessidade dos educadores brasileiros em garantir maior flexibilidade, criatividade e pensamento empreendedor dentro do ambiente acadêmico. A Universidade Federal da Bahia, por exemplo, já conta com três centros incubadores de inovação.
Apesar dos avanços, o levantamento também identificou uma série de empecilhos e desafios para aplicação das novas experiências digitais. Por exemplo, a dificuldade em aceitar o novo modelo de individualização da aprendizagem, na qual cada estudante traça o seu próprio objetivo de estudos, e também a infraestrutura incipiente das instituições e a ausência ou precariedade de conhecimentos relativos à tecnologia na formação do professor.
Em longo prazo, o NMC projeta que o uso de equipamentos de realidade aumentada será dominante em sala de aula, possibilitando aos alunos uma aprendizagem muito mais interativa e prática.
Um exemplo do que essa tecnologia pode fazer pela pesquisa e desenvolvimento tecnológico é o que está sendo aplicado pelo Grupo de Realidade Virtual e Aumentada da Universidade Federal de Uberlândia, que desenvolveu um programa de reabilitação de realidade virtual que ajuda pacientes pós-operadas de câncer de mama a retomarem a mobilidade completa de membros.

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quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Século XXI – ano 2015 : como você gosta de aprender e ensinar?

A tecnologia, fruto da atividade humana, é desenvolvida e utilizada em diversos contextos sociais, ao mesmo tempo ela impacta na vida cotidiana possibilitando novos arranjos de “organização de vida”. Como afirma Kenski (2003), “[…] desde o início da civilização, o predomínio de um determinado tipo de tecnologia transforma o comportamento pessoal e social de todo o grupo. Não é por acaso que todas as eras foram, cada uma à sua maneira, ‘eras tecnológicas’. Assim tivemos a Idade da Pedra, do Bronze…até chegarmos ao momento tecnológico atual, da Sociedade da Informação ou Sociedade Digital”.
Para Kenski as mudanças ocorridas na sociedade Digital evidenciam novas demandas. Segundo ela “[…] a nova lógica das redes interfere nos modos de pensar, sentir, agir, de se relacionar socialmente e adquirir conhecimentos. Cria uma nova cultura e um novo modelo de sociedade”.
No tocante à educação, Lucia Santaella, renomada pesquisadora da área, afirma que as tecnologias de informação e comunicação deram origem a quatro processos de ensino e aprendizagem:
processos baseados na tecnologia do livro;
a educação a distância;
e-learning e aprendizagem em ambientes virtuais;
m-learning ou aprendizagem móvel.

Cada um desses processos origina um modelo educacional, por exemplo: das mídias impressas temos o modelo gutenberguiano, cujo processo educacional está baseado na transmissão de conteúdo; às mídias de massa (rádio, telecursos, vídeo) cabe o termo educação a distância, pois segundo Santaella (2013), nesses casos trata-se de uma educação que se processa realmente a distância, diferentemente de quando o diálogo humano-computador é estabelecido; o e-learning caracteriza-se pela aprendizagem em ambientes virtuais on-line, com a flexibilização do tempo e espaço e da aprendizagem assíncrona; já o m-learning chega como um novo paradigma a partir dos aparelhos móveis, cuja característica centra-se na educação on-line acrescida da mobilidade.
Uma nova tecnologia não elimina as anteriores, elas se complementam. No que se refere às tecnologias da linguagem e da comunicação, as características de diversificação e hibridação das mídias no campo educacional não determinam que novos modelos educacionais tenham que apagar as formas e modelos precedentes.
Podemos observar que cada uma das formas de aprendizagem apresenta potenciais e limites que lhe são próprios e, por isso, a educação a distância não substitui inteiramente a educação gutenberguiana, assim como a aprendizagem em ambientes virtuais não substitui ambas. Ao contrário, todas elas se complementam, o que torna o processo educativo muito mais rico.
No tocante às mídias computacionais, Santaella defende que elas permitem que os usuários tenham “controle sobre o fluxo de informações, lidem com informações em excesso e descontinuadas, façam parte de comunidades virtuais, articulem ideia de forma muito rápida e desenvolvam o pensamento crítico”.
Assim, o acesso a diferentes ambientes de aprendizagem pode favorecer o treinamento sensório, perceptivo e mental fazendo com que os sujeitos envolvidos aprendam de modo distinto daquele em que foram formadas as gerações anteriores.
Por isso professor e professora, neste século XXI – 2015 – é importamte que você reflita sobre como gosta de aprender e ensinar nesta sociedade digital, na qual só a transmissão de conteúdo não cabe mais.
*Escrito por Glaucia da Silva Brito e Fabricia Cristina Gomes. Glaucia é professora doutora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Fabrícia é doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professora e pedagoga da rede pública de ensino. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.




quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Estudantes trocam anotações em cadernos por foto da lousa no celular

Aluno registra conteúdo de lousa no celular. Foto Eduardo Kanapp
Copiar a lousa? Para que, se dá para fotografá-la? Estudantes de São Paulo (e outras localidades) usam agora um novo método para registrar a matéria ensinada pelo professor: tirar foto do quadro ao invés de copiar o conteúdo à mão, no caderno.
Segundo os alunos, a lousa vai para o celular quando não dá tempo de copiá-la, quando dá preguiça, quando a lição é passada no fim da aula ou quando o desenho do professor é muito complexo (como os de biologia e química).
Depois, as imagens circulam em grupos de salas no WhatsApp, aplicativo de mensagens pelo celular e até mesmo pelo Facebook.
O recurso é usado a partir do momento em que os jovens ganham celular —nos casos observados pela reportagem, pelo menos desde os 11 anos, no 6º ano— e com a anuência dos professores.
Psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Ângela Soligo diz que não vê problema em tirar fotos da lousa, desde que o estudante se sinta confortável.
"Muitos alunos precisam copiar para prestar atenção. Para eles, só tirar a foto não é tão adequado. Outros preferem e se dão melhor prestando atenção e não se distraindo com a cópia, daí a foto é uma vantagem", observa.
É o argumento de Emerson Pereira, diretor de tecnologia educacional do Colégio Bandeirantes, na Vila Mariana (zona sul de SP). Ele diz que jovens assimilam o conteúdo de formas diferentes, e não é papel dos educadores inibir o mecanismo adotado por eles.
Um estudo da Universidade de Stanford, nos EUA, comparou a eficácia de anotações feitas à mão e pelo laptop. Os pesquisadores concluíram que a escrita era melhor para fixar o conteúdo visto em aula; ao usar o computador, os participantes testados só transcreviam sem reflexão.
E anotar no caderno versus tirar foto da lousa? Segundo a psicóloga americana Pam Mueller, que coordenou a pesquisa, contar com o registro do celular no fim da aula pode atrapalhar a retenção de informação. "Quando você anota, você é forçado a processar a matéria", diz.


sexta-feira, 25 de setembro de 2015

5 características de professores adeptos das tecnologias

Hoje em dia, qualquer tipo de ferramenta digital se tornou aliada do ensino. Como uma das preocupações dos professores é encontrar maneiras de proporcionar mais conhecimento para os alunos, o melhor mesmo é buscar sempre boas plataformas para tal. Muitos professores têm investido no uso de tecnologia na educação, com a finalidade de aumentar a interação entre os estudantes com os conteúdos e, consequentemente, o rendimento de cada um deles.
Novas tecnologias educacionais requerem um período de adaptação, mas logo que passa essa fase, os professores que têm um retorno positivo adquirem certas características. Eles passam a criar mais opções de ensino, já que dispõem de materiais didáticos impressos e digitais.
Abaixo, veja os principais aspectos pessoais para ter uma boa experiência com as inovações no ambiente escolar. Veja cinco características de professores adeptos das tecnologias.

1- Boa adaptação
É essencial que os professores entendam que lidar com tecnologia é aprender mais e mais a cada dia, porque ela está mudando sempre. Por isso, os docentes precisam entender o funcionamento geral da plataforma que escolheram, para conseguirem lidar com pequenas mudanças e os possíveis problemas que acontecerão.
Além disso, o professor precisa ter um perfil criativo para conseguir explorar as vantagens das plataformas e entreter os alunos completamente. Eles podem usar vídeos, aulas expositivas, imagens etc.
2- São bem preparados
professor que usa tecnologia monta as aulas com antecedência para fornecer conteúdos de qualidade para os alunos, bem como procura responder todas as dúvidas que surjam durante a aula da melhor maneira possível.
E mais: procuram dar exemplos ilustrativos, para enfatizar os conceitos abordados. Na maior parte do tempo, os docentes transmitem confiança aos estudantes e, consequentemente, uma imagem de extremo otimismo.
Outro ponto é que eles defendem que para que o novo esquema funcione bem, todos devem estar bem integrados, inclusive os funcionários da instituição e os pais dos alunos.
3- Autoquestionamento
Embora o uso de equipamentos seja uma constante no dia a dia das pessoas, o professor deve se questionar se é viável aplicá-los na sala de aula e qual a melhor forma de fazê-lo. Não seja impulsivo e analise as necessidades reais do uso de tecnologia.
4- São ativos
Um dos objetivos de adotarem tecnologias na sala de aula é o impacto positivo que conseguem causar nos alunos. Como a geração atual é muito conectada ao mundo virtual, os docentes conseguem aumentar a motivação dos alunos e torná-los mais interessados pela obtenção de conhecimentos.

5- Compartilhar conhecimentos
Os professores que pretendem implementar a tecnologia nas aulas costumam compartilhar muitas informações e quais são as melhores plataformas para serem utilizadas no universo acadêmico. Além disso, colaboram fornecendo conteúdos que podem ser benéficos para toda instituição de ensino.

Se ainda não se identificou, a sugestão é que você se intere sobre o assunto o quanto antes. O mundo digital veio para ficar e, se bem usado, só traz benefícios à educação.


quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Educação Aberta e a distância: Rompendo Barreiras para Aprendizagem


Para aproximar a escola das demandas que emergem dessa nova sociedade, o Grupo de Pesquisa FormAÇÃO realizará dia 02 de outubro, às 13:00 horas, no Colégio Pedro II – Auditório da PROPGPEC, na cidade do Rio de Janeiro, um debate sobre Tecnologia Educacional “ Educação 3.0: Desafios da Escola na Contemporaneidade” entre docentes e pesquisadores da área, afim de pensarem em possibilidades de atuação pedagógica diante dos desafios da educação, destacando o uso da web, dos games e das tecnologias digitais dentro e fora da escola para a produção de mídias e conteúdos digitais, compartilhamento do saber, criação de redes de aprendizagem, democratização do ensino e seu impacto nas relações sociais e na aprendizagem. As inscrições são gratuitas e estarão disponíveis até dia 30 de setembro.
O Grupo de Pesquisa FormAÇÃO busca realizar grupos de estudos, pesquisas e cursos de extensão, visando a formação sóciopolítica de alunos e professores, sob a perspectiva da transformação social, nas temáticas relacionadas à Educação Inclusiva, Relações Étnicos-raciais, Tecnologias e Mídias na Educação.
Desde o final do século XX, temos vivenciado significativas transformações na sociedade no âmbito cultural, econômico, político, tecnológico e social, devido a rápida evolução das Tecnologias de Informação e Comunicação. Neste contexto, encontramos a escola, imersa numa sociedade hiperconectada, onde o acesso às informações de forma ilimitada, o uso de jogos eletrônicos e a facilidade de comunicação entre as pessoas, através das redes sociais e em dispositivos móveis têm contribuído para mudança de hábitos das pessoas, além de refletirem diretamente no processo de aprendizagem.





quarta-feira, 12 de agosto de 2015

XIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação - Inscrições abertas


Estão abertas as inscrições para o XIII Congresso Internacional de Tecnologia na Educação que acontece no centro de convenções de Pernambuco em Recife do dia 23 a 25 de setembro de 2015.  O período para submissão de trabalhos foi prorrogado. O candidato deve fazer a inscrição no Congresso, antes de submeter seus trabalhos. 
Voltado para estudantes, pesquisadores, técnicos, professores e demais profissionais envolvidos com educação, o congresso almeja que a escola do futuro seja esta escola que temos, revestida de um novo ânimo, habitada por um quadro de educadores dispostos a fazer mais, com a sua competência, sensibilidade e dedicação ao educando.
A Faculdade Senac instituiu o Espaço do Conhecimento, para firmar a vertente científica do congresso, promovendo a apresentação de trabalhos de pesquisa desenvolvidos por educadores de todo o Brasil. O XIII Salão de Tecnologia e Inovação apresenta o que existe de mais moderno nas soluções educacionais de alta tecnologia, serviços e artesanato.
Acreditamos que esse evento, iniciado há 20 anos como seminário, contribuirá para a reflexão e mudança de atitudes dos educadores rumo à consolidação da escola do futuro.