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quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Estudantes trocam anotações em cadernos por foto da lousa no celular

Aluno registra conteúdo de lousa no celular. Foto Eduardo Kanapp
Copiar a lousa? Para que, se dá para fotografá-la? Estudantes de São Paulo (e outras localidades) usam agora um novo método para registrar a matéria ensinada pelo professor: tirar foto do quadro ao invés de copiar o conteúdo à mão, no caderno.
Segundo os alunos, a lousa vai para o celular quando não dá tempo de copiá-la, quando dá preguiça, quando a lição é passada no fim da aula ou quando o desenho do professor é muito complexo (como os de biologia e química).
Depois, as imagens circulam em grupos de salas no WhatsApp, aplicativo de mensagens pelo celular e até mesmo pelo Facebook.
O recurso é usado a partir do momento em que os jovens ganham celular —nos casos observados pela reportagem, pelo menos desde os 11 anos, no 6º ano— e com a anuência dos professores.
Psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Unicamp, Ângela Soligo diz que não vê problema em tirar fotos da lousa, desde que o estudante se sinta confortável.
"Muitos alunos precisam copiar para prestar atenção. Para eles, só tirar a foto não é tão adequado. Outros preferem e se dão melhor prestando atenção e não se distraindo com a cópia, daí a foto é uma vantagem", observa.
É o argumento de Emerson Pereira, diretor de tecnologia educacional do Colégio Bandeirantes, na Vila Mariana (zona sul de SP). Ele diz que jovens assimilam o conteúdo de formas diferentes, e não é papel dos educadores inibir o mecanismo adotado por eles.
Um estudo da Universidade de Stanford, nos EUA, comparou a eficácia de anotações feitas à mão e pelo laptop. Os pesquisadores concluíram que a escrita era melhor para fixar o conteúdo visto em aula; ao usar o computador, os participantes testados só transcreviam sem reflexão.
E anotar no caderno versus tirar foto da lousa? Segundo a psicóloga americana Pam Mueller, que coordenou a pesquisa, contar com o registro do celular no fim da aula pode atrapalhar a retenção de informação. "Quando você anota, você é forçado a processar a matéria", diz.


quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Século XXI – ano 2015 : como você gosta de aprender e ensinar?

A tecnologia, fruto da atividade humana, é desenvolvida e utilizada em diversos contextos sociais, ao mesmo tempo ela impacta na vida cotidiana possibilitando novos arranjos de “organização de vida”. Como afirma Kenski (2003), “[…] desde o início da civilização, o predomínio de um determinado tipo de tecnologia transforma o comportamento pessoal e social de todo o grupo. Não é por acaso que todas as eras foram, cada uma à sua maneira, ‘eras tecnológicas’. Assim tivemos a Idade da Pedra, do Bronze…até chegarmos ao momento tecnológico atual, da Sociedade da Informação ou Sociedade Digital”.
Para Kenski as mudanças ocorridas na sociedade Digital evidenciam novas demandas. Segundo ela “[…] a nova lógica das redes interfere nos modos de pensar, sentir, agir, de se relacionar socialmente e adquirir conhecimentos. Cria uma nova cultura e um novo modelo de sociedade”.
No tocante à educação, Lucia Santaella, renomada pesquisadora da área, afirma que as tecnologias de informação e comunicação deram origem a quatro processos de ensino e aprendizagem:
processos baseados na tecnologia do livro;
a educação a distância;
e-learning e aprendizagem em ambientes virtuais;
m-learning ou aprendizagem móvel.
Cada um desses processos origina um modelo educacional, por exemplo: das mídias impressas temos o modelo gutenberguiano, cujo processo educacional está baseado na transmissão de conteúdo; às mídias de massa (rádio, telecursos, vídeo) cabe o termo educação a distância, pois segundo Santaella (2013), nesses casos trata-se de uma educação que se processa realmente a distância, diferentemente de quando o diálogo humano-computador é estabelecido; o e-learning caracteriza-se pela aprendizagem em ambientes virtuais on-line, com a flexibilização do tempo e espaço e da aprendizagem assíncrona; já o m-learning chega como um novo paradigma a partir dos aparelhos móveis, cuja característica centra-se na educação on-line acrescida da mobilidade.
Uma nova tecnologia não elimina as anteriores, elas se complementam. No que se refere às tecnologias da linguagem e da comunicação, as características de diversificação e hibridação das mídias no campo educacional não determinam que novos modelos educacionais tenham que apagar as formas e modelos precedentes.
Podemos observar que cada uma das formas de aprendizagem apresenta potenciais e limites que lhe são próprios e, por isso, a educação a distância não substitui inteiramente a educação gutenberguiana, assim como a aprendizagem em ambientes virtuais não substitui ambas. Ao contrário, todas elas se complementam, o que torna o processo educativo muito mais rico.
No tocante às mídias computacionais, Santaella defende que elas permitem que os usuários tenham “controle sobre o fluxo de informações, lidem com informações em excesso e descontinuadas, façam parte de comunidades virtuais, articulem ideia de forma muito rápida e desenvolvam o pensamento crítico”.
Assim, o acesso a diferentes ambientes de aprendizagem pode favorecer o treinamento sensório, perceptivo e mental fazendo com que os sujeitos envolvidos aprendam de modo distinto daquele em que foram formadas as gerações anteriores.
Por isso professor e professora, neste século XXI – 2015 – é importamte que você reflita sobre como gosta de aprender e ensinar nesta sociedade digital, na qual só a transmissão de conteúdo não cabe mais.
*Escrito por Glaucia da Silva Brito e Fabricia Cristina Gomes. Glaucia é professora doutora do Departamento de Comunicação Social e dos Programas de pós-graduação em Comunicação (PPGCOM) e Educação (PPGE) da Universidade Federal do Paraná – UFPR, pesquisadora em Tecnologias de Informação e Comunicação na Educação. Fabrícia é doutoranda do Programa de pós-graduação em Educação da Universidade Federal do Paraná (UFPR), professora e pedagoga da rede pública de ensino. As profissionais colaboram voluntariamente com o Instituto GRPCOM no blog Educação e Mídia.

quinta-feira, 28 de maio de 2015

A tecnologia como recurso, na escola, biblioteca escola, educação e web


Guia do Facebook para educadores. Uma ferramenta para ensinar e aprender.


(2014). [e-Book] Guia de Facebook para
educadores. 
Una herramienta para enseñar y 
aprender, The Education Foundation, 2014.
Os estudantes de hoje cresceram num “mundo digital” rodeados de meios sociais e tecnologias móveis, e como resultado, desenvolveram-se novas formas de entender, aprender e processar informação. À medida que os meios de comunicação social vão evoluindo, os professores têm que encontrar novas e inovadoras formas de aproveitar o poder destas tecnologias para melhorar o seu plano de estudos, e apoiar diferentes estilos de aprendizagem.

Apesar de ser visto como uma ferramenta de distração, algum educadores já estão se dando conta do grande potencial que o Facebook tem na aula, como uma ferramenta de aprendizagem colaborativa para estudantes nas escolas e universidades.

O Facebook é uma ferramenta chave para o ensino e a aprendizagem no século XXI para fazer com que a educação seja mais social.  O guia do Facebook para educadores trata-se de uma “caixa de ferramentas” essencial para ensinar e aprender onde há o acesso às plataformas digitais nestes ambientes de aprendizagem, proporcionando as competências básicas e essenciais que lhes permitem saber navegar no mundo digital e ser cidadãos digitais totalmente preparados para enfrentar este desafio.

Já está sendo utilizado nas escolas, colégios e universidades de toda a Espanha, Reino Unido e por todo o mundo.


Faça aqui seu download.